Feb 3 2010

Tenho saudades tuas, querido ntnnm.

De te escrever por companhia e desabafo, sem medo dos olhares que me fazem sentir contraditória. Dizer. Não dizer. Decidi mudar-te. És menos o que eras, e agora não há voltar atrás, de nenhuma das formas. O teu aspecto antigo foi-se para sempre, e escrever em ti como antes está fora de questão, até todos os te lêem te esquecerem, como já aconteceu antes. Pergunto-me se isso acontecerá.
Chove, querido ntnnm, e recordo. Recordo a primeira vez que te escrevi, como se fosses um diário de uma adolescente emocial. Era-lo, eu era-o. Ainda o sou, reconheço. Se cresci foi tanto e tão pouco que de quando em vez posso acreditar que ainda sou a mesma. E, contudo, nunca mais o serei.
Chove lá fora, ainda bem, e eu sento-me só no quarto só na casa só. Minto, que mentira cruel. Não estou só. O pequeno ser que dorme tranquilamente ao meu lado, revelando ser o oposto dele mesmo acordado, não me deixa sozinha. E tu, querido ntnnm, és uma janela para o mundo, uma ligação do que já foi o mais fundo de mim à curiosidade (?) alheia.

E a verdade é que és ainda uma casa.


Jan 27 2010

Há sempre uma medida de antecipação

que faz tudo correr melhor que o esperado. Vamos então ver se assim é desta vez.


Jan 23 2010

E talvez, só talvez,

me esteja a afastar de tanta gente. Voluntária e involuntariamente. Não me deixem fazê-lo.


Jan 19 2010

Raramente tive

uma vontade tão grande de bater em alguém.

Se gostasse assim tanto dele não seria egoísta como está a ser.


Jan 12 2010

Que fraca.

Nem de ti consegues tomar conta.


Jan 7 2010

Outra vez.

Quantas vezes mais até deixar de dizer 3 e passar a dizer 2?


Jan 7 2010

Depois do dias que se têm sucedido,

senti uma vontade urgente de escrever a mim mesma. Ainda que não sirva de nada, consola.


Jan 1 2010

Bom ano, Catarina.

Que este não te custe tanto como o que passou, e que tenha mais coisas boas.

Resolução: sorrir.


Dec 22 2009

Quando penso que não é possível fazer pior ele fá-lo,

e começo a odiar o meu próprio irmão.


Dec 14 2009

Ainda nem acredito que te tenho como companhia.

[Enquanto outros laços se desmancham. Será do tempo? de mim?]