Monday, June 25, 2007

Não tropeces, que cais
E não mais te levantas
Ninguém te quer
És odiada, prenúncio de destruição


Não!
Se tropeçar, se cair,
Serei capaz de me erguer
(Sem ajuda, porque ela é para os fracos)
De cabeça levantada
Lamentando as feridas sozinha
Nas trevas.
Se ninguém me quiser
Serei feliz na minha solidão
Comigo e por mim
Porque sou só eu,
No meu orgulho egocêntrico,
Que interesso.
Sou prenúncio de destruição.
Julgas que me importo?
Se sou odiada,
Amar-me-ei.
Eu
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Monday, June 18, 2007

Que farta! Farta de que suponham que me conhecem, que me compreendem. Farta de ter de fingir. Mas a verdade é que não conseguiria ser sem fingir, não seria capaz de me mostrar. Apesar disso, sou sincera nas minhas gargalhadas loucas. Loucura, esse remédio que prefiro a tudo… Vem, esquecimento do real, e deixa-me ser assim, feliz… Feliz como sou. Sem que me compreendam e escondida de tudo e de todos. Aqueles que melhor me conhecem não são os que se dizem capazes de o fazer, mas aqueles que nada ou pouco sabem sobre mim.
Quem sabe o quanto há de verdadeiro e alegre no meu riso? Quantos são os que me podem julgar? Se ganhasse uma moeda por todas as vezes que sou subestimada… E ainda se admiram da minha auto-estima! Hmpf, não sabem que não é preciso desabafar para se ser feliz. Nunca precisei disso, só me faz sentir-me encurralada, prefiro brincar a falar a sério, mas também o sei fazer.
Saberei? Já alguma vez falaram comigo a sério? Uma única vez em que eu pareça ter sido sincera. Já chorei por vocês e convosco, à vossa frente? Esses que me viram chorar e me confortaram, esses sim são dignos de me ousar falar a sério. Todos aqueles que sabem o quanto eu choro são dignos de me julgar. Todos os que acreditam nas minhas palavras, mesmo que a brincar, são dignos de me conhecer. Há quem não seja nada disto. Nada.
Quem é capaz de me aguentar quando estou rabugenta merece a minha atenção, seja em que ocasião for. Quem sente os meus estremecimentos de alegria merece rir comigo. Tudo o mais é-me irrelevante, sou vítima do meu próprio egocentrismo. Digam o que disserem, eu sou-o, e não me conseguirão dissuadir isso.
Às vezes preciso de ouvir mentiras, palavras falsas mas reconfortantes, não das que são inúteis. Estou farta de sentir que há vezes em que estrago tudo com o que podia ou devia ter dito, mais do que com o que disse ou fiz.
Quero ser louca! Quero viver e esquecer, quero ser possuída pela loucura e prestar apenas atenção a mim, quero sentir-me sempre feliz, naquele estado de felicidade extrema que alcanço às vezes, sem saber como. Quero rir sem que me julguem, quero sentir tudo menos dor, quero ser eu. Quero quero quero! Por favor, loucura, toma conta de mim.
Posted by Catarina. at 17:20:09 | Permalink | No Comments »

Falo e é como se não me ouvissem. Como se estivesse a afundar lentamente, mas ninguém reparasse. Amaldiçoo a hora em que me diriges a palavra, porque agora só te tenho ódio, só te guardo rancor. Fica com quem quiseres, fala com quem te apetecer, que nada mais quero de ti. Por que haveria de crer? Não tenho qualquer vontade de sofrer, e odiar é fácil, é simples. Já lhe tomei o jeito, agora é só continuar, pé-ante-pé, devagar, até te odiar tão profundamente que já não possa sequer ouvir o teu nome. Não deve tardar, espero eu. Mas tudo o que tu verás são sorrisos cínicos e gargalhadas arrogantes, porque é tudo o que mereces. Nem mais, nem menos. Não te deixarei magoar-me, nunca mais. Esforça-te, se queres o meu perdão. Se bem que, depois do que eu sinto, duvido que valha a pena. Não perdoo, se me conhecêsses saberias isso. Não és como outros, que tomam as minhas palavras não como arrogantes mas como honestas. Que, quando sorriem, fazem-no com sinceridade e não com cinismo, quando falam é com convicção e não com arrogância. Desculpa, mas não te consigo olhar como antes. Não consigo olhar-te sem achar que estou a ser enganada.  Paciência.  Acabou.

Posted by Catarina. at 14:37:55 | Permalink | No Comments »

Friday, June 15, 2007

‘És como o sol no Inverno.

(…)

… as outras raparigas são como o sol no Verão, sempre brilhantes. Mas tu és diferente. Por vezes, estás tapada por nuvens mas, quando elas se afastam, és mais resplandescente e reconfortante que qualquer outra coisa.’

Pequeníssimo excerto de um texto meu.

Posted by Catarina. at 15:16:46 | Permalink | Comments (1) »

Friday, June 8, 2007

Não quero falar do fim. Não estou preparada, já verti lágrimas suficientes, hoje. Não quero chorar mais, porque hoje chorei por quem merecia, mas sem sentir verdadeiramente o fim. Sem sentir a sua sombra sobre nós.

A cada um:

Perfeccionismo.
Sempre na tentativa de encontrares a perfeição, acartando críticas, que te constroem. Dás a cada um o seu espaço e o seu tempo, e sabes pedir ajuda quando precisas. Nem te importas de a dar. Mudaste, como todos. Aprendeste que precisas de te moderar, e ninguém te deita a baixo com comentários ou bocas. Não fomos capazes de confiar, e por isso peço desculpa, mas não foi por mal, e tens de entender que não podes ser confidente de duas facções opostas ao mesmo tempo.  Não te afastas de nós por rejeição, nem nós te repelimos, mas por seres diferente, um diferente que não é negativo, mas que afasta, não obstante. Desculpa-nos se te julgámos mal, não era nossa intenção magoar-te. Continua a aceitar as críticas, deixa que elas te mudem para melhor, como têm feito.

Modéstia.
Sempre pronto a admitir os teus erros. Pões o orgulho de parte e pedes desculpa pelo que fazes. Admites os teus defeitos, por vezes exageres mesmo a enunciá-los. Pessimista inato, nem sempre acreditas nas tuas capacidades, que são capazes de te levar onde quer que queiras. Terás sempre alguém a apoiar-te, devido à tua humildade. Alguém com quem se pode desabafar, és um verdadeiro amigo, para os bons e maus momentos. És capaz de elogiar e ser sincero, sem tropeçares nas palavras. Deixas, muitas vezes, que os nervos te consumam, mas acabas por os ultrapassar. Não permitas que te deitem a baixo, quando não tens razão para ouvir o que não é verdade.

Riso.
Não te conhecem. Não sabem que és capaz de rir, que é possível rires sobre o que menos sentido tem. Que és capaz de fazer sorrir, de me fazer ficar frustrada de tanto te tentar contrariar. Que as tuas teorias são estranhas, mas que não são impossíveis. Mas eu sei. E agradeço-te por teres estado sempre lá. É certo que não desabafei, mas eu nunca desabafo, pelo que a culpa não é tua. A verdade é que não é preciso contarmos tudo a uma pessoa para que ela seja considerada nossa amiga; para mim, basta ser capaz de nos fazer rir, ou, pelo menos, sorrir. Tu és capaz disso, e ainda dizes o que eu não quero admitir.

Frontalidade.
Lamento, como tu, que tenha sido no fim. Admiro, acima de tudo, a tua frontalidade, o facto de não andares a ostentar sorrisos falsos. És carinhoso para com os teus amigos, para com aqueles de que mais gostas, e repudias cinismos e arrogâncias. Gosto dos nossos sorrisos cúmplices, de te ganhar a cantar (esta tinha de dizer XD), de falarmos todos juntos.
Esforças-te por conseguires o que queres, mas não esqueces nunca os que te são mais queridos.

Alegria.
Não ias acreditar se eu te dissesse que és um dos meus melhores amigos. Não acreditarias que os teus sorrisos são dos que mais feliz me fazem, que as tuas provocações me deixam bem-disposta. Que contigo não há tristeza nem melancolia, que te admiro pela tua capacidade de seres tu, de me deixares à-vontade e nervosa. És teimoso e casmurro, e não se podem fazer apostas contigo. Admiro a tua sinceridade divertida, o facto de não seres cínico nem arrogante, apesar de teres razões para isso. Não te conheço, como, aliás, não conheço quase ninguém, mas sei que não me desiludirias de novo. Quero que saibas que te agradeço pela tua amizade, mesmo que inconsciente.

Simplicidade.
Dos poucos de quem não tenho defeitos a apontar. Sobrepões o bem-estar e a felicidade dos outros à tua, nada tens em ti de falso ou arrogante, és sensato e honesto. Não há nada a criticar, porque és a pessoa menos egoísta que conheço. Tu é que és um exemplo a seguir, sabes pôr o orgulho de parte, sabes falar e ouvir, aconselhar e ajudar. Uma excelente pessoa.

Ingenuidade.
Sabes já tudo o que tenho para te dizer. A minha querida maninha, sempre pronta para me abraçar, com um doce sorriso, com a tua alegria que me acalma, ou que me contagia. Que não me deixa estar parada, nem calada, que me conhece e que implica comigo (não vais ser madrinha de coisa nenhuma -.-’). Aturas-me com uma paciência infinita, nunca te vi irritada com ninguém (com excepção de uma única vez XD). No entanto, não deixas de ser perspicaz, e não deixas que façam de ti substituta. Sabes que podes contar comigo, maninha.

Determinação.
Nunca te vi perder o rumo. Mesmo quando está tudo contra ti, aguentas e manténs-te forte, sem te deixares abater. Podes vacilar, mas não desistes. És corajosa, de uma coragem que não sei se consigo ter, eu que sou cobarde. E, muitas vezes, não és compreendida, mas continuas. Sabes o que és e o que queres ser, enquanto que eu ando à deriva. Continua a ser forte, e sabe que não te abandonaremos.

Carinho.
Tens de aprender a ser feliz como és, a deixar de lado esse teu pessimismo e a tua vontade de desistir. Se, por um lado, dependes de outros para te acarinharem, tu próprio sabes ser carinhoso com os outros, e decidir entre o certo e o errado. O meu mano, preocupas-te demasiado, com a auto-estima muito baixa, não sabes acreditar que és capaz quando já provaste que consegues. Não duvides de ti, e não deixes que te acorrentem.

Sensibilidade.
Os outros. Tentas resolver os problemas deles, preocupas-te com todo e cada um, e dás o que podes até estares exausta e não teres para ti. Perdes-te, e depois não consegues esforçar-te para ti. És a primeira a sofrer, a derramar lágrimas. Mas nessa altura contas com os aqueles que apoiaste, com aqueles que te consideram amiga, acima de tudo. Não suportas palavras de gozo, és demasiado gentil para seres arrogante, e deixas que palavras negativas te destruam. Não o faças. Não sejas influenciada por pessoas amargas, ouve apenas as críticas construtivas, ignora as bocas. Sê tu.

Profundidade.
Não te conheço. És, provavelmente, o que menos conheço. O mais complexo, o mais volátil. Gosto de falar contigo, de discutir coisas parvas, mas há dias em que és quase insuportável, em que tenho de te retribuir na mesma moeda. Este ano aprofundámos as nossas conversas. Sobre a dualidade, as duas facetas de cada um de nós, mas foi a um nível superficial. Falámos mais a sério, mas quase como se não falássemos de nós, mas antes de alguém que nos era alheio. Não nos entendemos, mas não deixo de apreciar as alturas em que falamos, a sério ou a brincar. Peço desculpa se sou agressiva mas, por vezes, mereces. A ti, é isto que tenho a dizer: perdoa-me.

Sinceridade.
Prezo-te principalmente pela tua força para seres honesta e sincera, e tive pena de que só nos tenhamos aproximado agora. Além de seres sincera, és ainda extremamente forte, porque suportas tudo o que te acontece e ainda ajudas os outros no que podes. E, apesar de sofreres às suas mãos, continuas a não os odiar, a não os repudiar como qualquer um faria. Continuas a preocupar-te. E é por isso que todos gostam de ti, por isso é que mereces, mais que qualquer um, um aplauso.

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Tuesday, June 5, 2007

Chegaste e destruíste. Empurraste-me para o lado, e fizeste-me tombar, sempre com um sorriso. E esse sorriso era tudo o que eu via, porque o mais era-me inacreditável. Não me senti a cair, apenas dei pela queda quando cheguei ao fundo, miserável, abandonada. Só. Porque tu te aproveitaste e depois largaste, porque fingiste e depois pisaste, espezinhaste, como se eu nada mais fosse que pó. Pior que o pó castanho da estrada de terra batida. Pior que lagartas verdes e castanhas e pretas. Trocaste-me. Mas ainda me olhas com esse teu sorriso, e eu apenas tenho coragem para retribuir. Coragem ou cobardia. Medo de te dizer o que penso de ti, medo que deixes de me sorrir de vez. Não o faças, por favor. Mas talvez fosse melhor, talvez, assim, eu deixasse de ter de sonhar acordada e de vaguear por ti e por mim e me concentrasse só em mim, como finjo fazer. Ou talvez me concentrasse naqueles que dizem o meu nome com sinceridade, no meio de tantos outros. Naqueles que me sorriem quando me olham honestamente, naqueles que acatam os meus conselhos. Naqueles que não me insultam e que não tenho de insultar. Aqueles dos quais não tenho de me defender, aqueles que, pelo contrário, me abrigam. Aqueles que me deixarão saudades, aqueles que tenho medo de perder, agora que o fim se aproxima. Porque é o fim. Não se pode compará-lo a um início, não há volta a dar de maneira a que pareça apenas algo novo. O fim. E é agora que lamento o que fiz, porque o que não fiz não o faria. É agora que suspiro, e tremo, e gemo, e me assusto com a separação, coisa que, durante três anos, nos ameaçou. Nem me pergunto se irás sentir a minha falta. É óbvio. Quem, como tu, é solitário, não sente a falta de ninguém, a não ser do sangue, do seu e dos outros, da mesquinhez e da infelicidade. A sabedoria que procuras não está apenas no que podes conhecer tu, mas no que os outros te podem mostrar. Porém, o orgulho é demasiado. Não consegues admitir que precisas de companhia, e talvez não precises. Talvez seja eu a errada. Provavelmente. Mas se for uma nota de luz num mundo escuro, deixa-me sê-lo. Se for um som num mundo silencioso, deixa-me sê-lo. Se for cor no negrume da noite, deixa-me. Deixa-me, quero ser o que está errado, quero ser o que é diferente, quero ser a felicidade numa terra amaldiçoada por ti. Quero que me afastes para perceberes que precisas de mim, mas que, nessa altura, estarei e serei distante. Quero ser subtil, que apenas me veja quem me conhece, ou merece conhecer.

Quero subir uma escada para o céu.

Posted by Catarina. at 14:17:51 | Permalink | No Comments »