Thursday, September 20, 2007

Troveja.

Depois de um raio de luz
De esperança
De brilho na noite.

Troveja.

E eu apenas desespero
E espero,
Cansada de esperar
E desesperar.

Troveja.

E o trovão rosna
E odeio o som que adoro
Que me embala
Adormece
Suavemente.

Troveja.

E o silêncio cansa
E farta, e pesa.
Oh, como pesa.
Como mil folhas
De mil árvores
De mil outonos sem fim.

Troveja.

E a chuva tenta silenciar
Os gritos dos inconscientes.
Esses que não conseguem sentir,
Pobres coitados, além da escuridão
E do frio da noite moribunda
Que nunca alcança a alvorada.

Troveja.

Mas o som esmorece
E morre na distância
Para mim.

Já não troveja.

Posted by Catarina. at 21:52:32 | Permalink | No Comments »