Troveja.
Depois de um raio de luz
De esperança
De brilho na noite.
Troveja.
E eu apenas desespero
E espero,
Cansada de esperar
E desesperar.
Troveja.
E o trovão rosna
E odeio o som que adoro
Que me embala
Adormece
Suavemente.
Troveja.
E o silêncio cansa
E farta, e pesa.
Oh, como pesa.
Como mil folhas
De mil árvores
De mil outonos sem fim.
Troveja.
E a chuva tenta silenciar
Os gritos dos inconscientes.
Esses que não conseguem sentir,
Pobres coitados, além da escuridão
E do frio da noite moribunda
Que nunca alcança a alvorada.
Troveja.
Mas o som esmorece
E morre na distância
Para mim.
Já não troveja.