E por que não ser feliz? Feliz porque tenho quem goste de mim, porque há quem se preocupe, feliz por ser como sou e feliz pela indiferença.
Feliz, com a doçura
E saber, ao, despertar de manhã, que estou em casa, é mais que suficiente para me arrancar um sorriso. E as melodias já mais que repetidas ainda me fazem recordar que não estou sozinha.
das brincadeiras infantis que unem,
Por que não ter a certeza de que sou importante para alguém, para mais que alguém, para vários e todos e nenhum - para mim (?).
como as guloseimas e os doces
E as mensagens (des)codificadas e plenas de saudade alegre, que fazem sorrir como se fossem jogos de crianças. Como crianças que somos, e nos vemos, com as feições suavemente distorcidas pela traquinice.
e as fotografias que marcam a juventude do agora,
Diálogos que não fazem sentido, repletos de exclamações de (falsa) indignação, mas que preenchem os buracos com cimento sólido, nascido do nada. De torturas.
um agora que é nunca mas é sempre,
Um sem-fim de não-tristezas, de permanentes sorrisos, onde não há lugar para enganos, para ilusões, para desonestos desconhecidos.
porque somos crianças, com nossas alegrias e lamentos
Quando me encosto, oh encosto perfeito, e cantas, baixinho, sem que me deixes distinguir as palavras, mas o suficiente para saber que estás comigo, com o teu egocentrismo que queres partilhar.
e empurrões, e discussões com amuos,
Enquanto espero o piscar intermitente, vermelho ou, quem sabe, azul, e sei que não estou só. Mas não deixo de cantar, cantar para mim, num sussurro isolado.
e partilhar da dor, e de lanches emprestados
Sem nunca duvidar da presença de alguém. E, nos momentos em que - sem estar só - não estou acompanhada, sempre tenho as memórias.
como se fosse desde sempre; como se estivesses, de facto, onde querias estar:
De novo. Mas, desta vez, esperando o tempo que for preciso, equilibrando o optimismo com os queixumes que, afinal, apenas traduzem saudades por descobrir.
aqui.
Agora que foi derramada a última lágrima.