Sunday, March 30, 2008

Meu ódio.

Garras são facas são unhas minhas
São estrias sangrentas em ti
Gritos de guerra abraçando a morte

Vertentes escarpadas são teu leito
Cama de espinhos sem rosas
Maculando e ornando de sabor metálico
Teu raquítico destroço de corpo

Oh, infame! Oh, ousado indigno!
Visitarás fontes de lágrimas envenenadas
Obrigar-te-ei a bebê-las, trago a trago
Acompanhadas de teu flagelado fel

Morrerás!, consumido em chamas
Labaredas que te lambem a pele
E te arrancam - música! -
Maldições que me rogas
E apaziguam meu ódio.

Posted by Catarina. at 15:51:02 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, March 16, 2008

Até que enfim!

Consegui. Chorei de felicidade, porque fiquei deveras emocionada. Será que, mesmo inconscientemente, começas a afastar a indiferença? Talvez me estejas a mudar, talvez esteja a aprender contigo que consigo voltar a ser eu, voltar a sentir como antes. (Blhe, que lamechice. Mas e se for verdade? Estaria assim tão coxa?) 

Não interessa. Estás a ser capaz do que eu julgava já inútil. - Engraçado como agora só consigo escrever poemas. Ou prosas sem sentido (aparente). E consigo imaginar cerca de duas/três causas para isso.

Posted by Catarina. at 15:33:43 | Permalink | Comments (1) »

Friday, March 7, 2008

La la la.

Não sei. Porque mudei, e não queria ter mudado, mas há aspectos positivos na mudança. Como há em tudo. Não deixo, no entanto, de ressentir aquilo em que me tornei. Estou diferente, sim, e há muita gente que o pode confirmar. Ou então ando a imaginar coisas, já não seria a primeira vez (nem a última, espero eu). Como o frio - real - que só me enregelece a mim. E se antes não queria estar só, agora é forçoso não estar sempre acompanhada, ou a raiva/irritação contra quem não me quer, sequer, mal, enrodilha-se num crescendo efervescente. Nem tenho a decência de ultrapassar o orgulho e pedir desculpa, porque continuo irritada.

Mas depois pergunto-me: por que raio tenho eu estes acessos de pseudo-auto-comiseração se também sou arrogante (e cada vez o sou mais)? Para quê lamentar-me se sou feliz no meu egocentrismo, se não penso no que me tornei? - Agora parece que passei de boazinha a má da fita. Será? Adiante. - Fazia era melhor em deixar-me destas coisas e ter juízo, que já tenho idade mais que suficiente.

Posted by Catarina. at 23:29:27 | Permalink | No Comments »