A verdadeira questão.
Já uma vez disse a alguém que não gosto de deixar as pessoas sozinhas. Mas é altruísmo ou medo de ficar, por minha vez, só? Medo de que, quando precisar, quando parecer que não está ninguém perto de mim (como, treta das tretas, infelizmente já aconteceu), esteja mesmo sozinha. E quando acompanho alguém até ao fim, depois acabo eu só, mas isso é fácil suportar, porque deixo de me sentir tão egoísta. E há sempre palavras que são capazes, na solidão, de criar alguma felicidade.
Porque tinhas alguma razão, nessa tua tentativa. Eu tenho medo de acabar só. Mas não é por isso que estou alegre quando estou com outros. Não preciso de fingir alegria, e isso é das coisas que mais gosto em mim: quando não estou só estou, na maioria das vezes, alegre. E não é uma máscara ou uma tentativa de me tornar feliz, é uma faceta minha. Por outro lado, se ninguém estiver comigo, descaio a uma melancolia quase nostálgica, e se sorrio nessas alturas é por me lembrar de algo que me aconteceu antigamente.
E como não faço ideia o que é que uma coisa tem a ver com a outra, toma lá o egocentrismo, que eu disse-te que havia.