Saturday, December 27, 2008

Promessa.

Não queria falhar agora, mas não estou a conseguir, e há mais que uma pessoa a percebê-lo.
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Monday, December 15, 2008

As aulas de cv fazem mal.

E somos o quê? Alguém mais profundo que reside sob uma fachada que mostramos ao outros e guardamos para nós? Uma essência que nem nós conhecemos e tentamos perceber, ou um fundo de verdade misterioso e etéreo? Ou somos essa fachada que aparentamos? Seremos, talvez, essa imagem que fazemos passar, ainda que não a imagem que queremos passar. Seja ela qual for. Seja a alegria junto dos muitos e as tristezas junto dos poucos que nos conhecem. Se é que alguém conhece alguém. Mas que somos mais? Mais que isso? Não somos o que sentimos, amamos, odiamos, aturamos, pensamos, achamos, sonhamos, cremos? E o que somos não é o que somos agora? O que já fomos construiu-nos, e o que seremos construir-nos-á, mas não é o sermos que conta?

[Em resposta à Nini.]
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Friday, December 12, 2008

Não admito.

Eu admito que ela diga o que quiser de mim a quem ela quiser e que me maldiga de todas as maneiras possíveis. Eu admito que esta seja a forma que ela tem de dizer que gosta de mim. Eu admito que ela não perceba que me magoa, ou, se perceber, que o faça apenas porque quer o melhor para mim. Eu admito que ela se queixe de defeitos meus que também são dela. Eu admito que ela ignore o que eu digo e que finja que não me ouve. Eu admito que ela ache estar sempre correcta, e eu admito que ela creia que eu nunca tenho razão. Eu admito que ela nunca me peça desculpa. Eu admito que ela me faça chorar. Mas eu não admito que ela magoe os que me amam e que eu amo. Não tem esse direito. Não pode ter.
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Wednesday, December 10, 2008

Progressos.

Acho que tenho estado a conseguir. Com ajuda, como é evidente, mas tenho sido capaz de ver o positivo melhor que antes e de encarar mais facilmente o tempo, de não o amaldiçoar como antes e de criticar menos a morosidade com que passa. Parece que troçava de mim, mas agora troço eu dele. E sinto-me mais alegre, ainda que não totalmente, não como antes, mas mais, e se é o início, esperemos pelo fim. Se calhar, talvez assim consiga ser de mais ajuda e não um emplastro das horas mortas. E mesmo os dias piores, em que a parte mais difícil não é acordar cedo, parecem mais fáceis e simples. E valorizo-me porque a ajuda é importante, e agradeço-a, mas (sim, sim, eu sou importante e egocêntrica) fui eu que tentei, porque se não tentasse não conseguia, de qualquer das maneiras. Obrigada a eu.
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Sunday, December 7, 2008

A caminho da felicidade. (Lame!)

Vamos levar a nossa promessa/prenda em frente, não vamos? Vamos tentar e, se não conseguirmos, pelo menos não desistimos. Se for preciso, apoiamo-nos um no outro e há quem nos apoie também, pelo que não deve ser difícil. E seremos capazes, espero eu, desejo eu, porque assim não sou só eu que fico feliz. 

E tu também, por favor, tenta, ainda que nada tenhas prometido, porque se as nossas felicidades estão entrelaçadas, então a minha promessa não tem valor se não conseguires ficar melhor. Se precisares de ajuda, pede.

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Thursday, December 4, 2008

Clamo.

que me dói,
neste profundo absurdo de mim?
que corrompe esta felicidade
essa que empenho em manter
sustida em fios de marionetta que mal controlo?

clamo a quem me ouvir
clamo a quem quiser
mas clamo.
clamo a que me oiçam as preces,
essas que em tempos roguei.
clamo misericórdia e justiça em mim
mas não ma concedo por orgulho.

e da vez em que eclipsei as notas do mundo?
em que fingi que tudo era silêncio
e que eu era senhora de todo o silêncio
porque cantava.

vale-me a falta de cores
e o daltonismo voluntário.

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Monday, December 1, 2008

Medo.

Era frio, do frio que não passa
do frio que enregelece as massas corporais
mas que não foge com o calor.
Corroía os ossos, e ele em si era o que era.
Tremores obstinados que teimavam
severamente
em não ir, em não deixar o corpo
em não se desvanecerem com o tempo
e o agasalho.
Nem sequer com o conforto,
vis,
ousavam não partir, para longe.
Longe.
Passam as horas e não passa o frio.
E não vai, quebrada companhia,
enroscando-se quando não é desejado,
escapando-se quando é suspirado que vá,
mas queda-se e assusta.
Quando se evade, finalmente,
e os soluços da alma cessam,
intermitentemente,
sossega e resta o frio real,
calmante entorpecedor.
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