És.
Tudo aquilo em que creio não é mais que a tua realidade
Tu que és como a chuva e tão contrário,
Que és o enredo de sonho no pesadelo,
Os dias frios no ardente estio
Que banham de sol as tardes escuras de inverno.
És as canções, todas elas: as viciantes,
As melancólicas, as de alegria herege no silêncio,
Que afinal é o silêncio do mundo.
És o cansaço suave ao final do dia longo
E o término das horas de corrupção nas ruas.
És todas as eras e a humanidade virulenta,
És a tranquilidade da paz e a adrenalina da guerra.
És a serra dos passeios matinais na tua ausência
E a cidade de trilhos tantos e caminhos mil.
Obrigada.
