Sunday, September 27, 2009
Sunday, September 20, 2009
Medo.
Parece que tudo está a descambar e já poucas coisas oferecem um abrigo.
Friday, September 18, 2009
(Quase) Auto-exclusão e um cantinho silencioso.
Com chuva. (E outro pesadelo, mas esse fácil de suportar.)
Wednesday, September 16, 2009
Monday, September 14, 2009
Wednesday, September 9, 2009
Está a chover (e a trovejar)!
Que alegria parva mas saborosa.
Thursday, September 3, 2009
Às vezes há uma canção delicada na solidão,
conforto controverso construído no interior das muralhas da paz, lugar de alma e doçura leves. Há o aperto tranquilo das palavras que são todas por dizer, que nem tudo deve ser dito com a agilidade com que o dia segue a noite. Se há então segredos que devemos manter, cantemo-los para nós na solidão intrínseca do escuro, ou apenas dos espaços vazios e manchados de todas as vezes que lhes toco. Se há aquilo que, em sacrifício que não o é, verdadeiramente, deve ser nosso em prol de outrem (e, porventura, nosso), então murmuremo-lo, voz suave de embalo perfeito, de lábios meus para ouvidos que me pertencem, sós, eu e eu, com as estrelas que da cidade não se vêem. Que angústia a dos segredos mal guardados, das lágrimas que têm de ser contidas rápida, célere, brevemente, antes que te pintem as faces das cores da tristeza. Se te aflora a dor a pele, então fica com ela para ti, vela-te em lençóis e memórias alegres. Resta tirar do armário os peluches, aquele toque de mundaneidade que roça o transcendente quando o apertas contra ti, resquício de presença alheia no quarto vazio para a vida. Na agitação nublada de todas as horas, é-te urgente o instante antes de adormecer em que, no escuro sem formas ou luzes que se agitam, reflexos do outro lado do espelho do mundo, te sufocas em pensamentos (e sal), quando tentas fugir depressa para o sono e estás verdadeiramente só.
A ouvir, Her Most Beautiful Smile.