Monday, October 27, 2008

Perversidade e comboios.

Tendo em conta que ainda pareço estar sob os efeitos da onda de perversidade que me pegaram, até o título me soa mal, meu deus.

25/26 de Outubro de 2008.

Que grande (nada de pervices) fim-de-semana. Foi um escapar a esta rotina apertada (não tenham ideias) e angustiante, um libertar-me (idem) e sentir-me como há muito não me sentia. Livre. Rir genuinamente até faltar o ar, até chegarem as lágrimas - por motivos de contentamento puro. Ser violenta (bom bom) e sentir-me feliz. E se havia um momento ou outro em que podia vacilar na minha alegria, rapidamente o ultrapassava. Rápida e facilmente (vamos lá a ver). O pic-nic. A caminhada. Os risos. O jantar. Os sorrisos. O filme. Pessoas a servir de almofadas. Pokes. Cócegas. O pequeno-almoço. A lista da censura. O sono silencioso. O ponto vulnerável. O gelado com canela. O gelado de sorvete de limão. O pauzinho. A rapidez com que tudo acabou. E a tranquila viagem de regresso, com o embalar do comboio e o chocolate quase a derreter-se.

E, depois, um cair dos sentidos. Regressar à prisão dos dias todos diferentes e todos iguais e cansados e cansativos. E, quem sabe, de quando em quando, assustadores e avassaladores. Já me pesa a falta das gargalhadas, dos amuos, das teimosias e das perversidades. Das palmadinhas e do atirar do dado para onde não se deve. Das implicâncias. De ter dificuldade em comer sem me engasgar. Das canções à beira da estrada, que ficaram agora para trás.

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Monday, July 7, 2008

Heh.

Como continuação da onda de alegria:

Leiriaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Lindo e perfeito e excelente. Nem me queixo de ter sido tão insultada, de ter uma nódoa negra (que bebézinha!) e de ter caído tantas vezes naquela areia de pedrinhas que lhes perdi a conta. E de ter chegado a casa com pedras nas calças, graças a um coxo. Se tivesse ido mais gente provavelmente não teria sido como foi, por isso estou contente que tenhamos ido os que fomos. Mesmo não tendo feito nada que se possa considerar de jeito, foi soberbo, de facto, fazendo coisas que muitos considerariam infantis ou idiotas. Mas como somos quase eternas crianças, não faz mal.

Já tenho saudades.

Posted by Catarina. at 16:42:35 | Permalink | Comments (2)

Wednesday, May 14, 2008

Castelos.

Adoro-vos. Adoro-vos e ao IST que odeio. E adoro pokes, abraços e despenteares de despenteados. E adoro sorrir à chuva, e erguer a cabeça e sentir a água. E vós. Adoro quando permanecemos naquele andar-não andar que nos liga em maneiras estranhas quando esperamos e aguardamos ou nos envolvemos em discussões que nunca! levam a lado algum, porque teimas e eu teimo, mas adoro-vos. Afinal sempre gostei do fazer-nada com companhia envolvente, e que companhia mais envolvente que aquela com que se joga à sardinha ou se fazem castelos de cartas com dias corridos e comeste o queque! Malandro! Sim, são doces as viagens de comboio com os olhos ainda ensonados a pesar como se toda a noite lhes caísse em cima, ou a chuva que vai e vem e não se decide, teimosa, ou o metro que, lamentavelmente, desta vez foi pouco. E os bancos, mas é melhor sentarmo-nos no chão, e desculpa os amuos, sabes que sou teimosa, e somos tantos, e tantos tu’s! E parados estamos bem, e estamos bem a constatar o óbvio, e desculpa ter chegado atrasada, há quem saiba que às vezes tendo a ser assim, mas não é de propósito. E a Quinta das Conchas é para o lado errado! (Nem sabia que havia uma estação com esse nome, tive de ir ver à linha.) E malditas máquinas fotográficas, sempre onde não deviam! 

             

        
                  
          

Ainda bem que há semanas de estudo na Flul.

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Thursday, April 17, 2008

17.04.08 - Viva!

Viva! Com o ressoar - qual trovoada - do coração no peito, quasi doloroso, a cada golfada de ar poluído de chuva, teimosa chuva. Ao despertar que sucede à quebra de consciência, viva as vozes que são engolidas e o turvo e o acordar de pés elevados! Viva as notícias e viva as pessoas que trazem as notícias, mensageiros mais relevantes que a mensagem! Viva os saltos e as canções e os abraços! Viva! Viva os testes com perguntas certas e erradas e verdadeiro e falso e inventar, porque sem invenção não havia a celebração dos dias. Viva a ambição e a alegria e a excitação desapropositada e as palavras novas! Viva os gritos de exaltação de ti, e de ti, e de ti, e todos! E viva o metro, e as estações de déjà vus, e os alarmes e as indecisões! Viva os cafés que têm travos amargos que não passam com os grão-pérolas de açúcar e que afinal não servem de nada! Viva os que chegaram e os que partiram e as multidões menos ruidosas que nós e que não deram conta! Viva Ácteon e as misturas de espanhol e francês e português imperceptível! Viva as faculdades de letras e os bares da biblioteca e os pavilhões novos e as análises! Vivas os chocolates e os gelados que não comi! Viva o Saldanha e o Átrio e as caminhadas à chuva, e as escadas rolantes e as passadeiras e os polissíndetos!

Viva 17 de Abril de 2008.

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Thursday, April 10, 2008

“És o meu sorriso.”

Por Iogurte Danone Morango/Banana.

Um dia de riso. Porque o simples chatear pessoas, poká-las, brincar com elas e sorrir-lhes faz um bom dia. Porque os risos são importantes, porque hoje correram mais que nunca. Fazer tradução fonética, adormecer na biblioteca, e, acima de tudo, um almoço que tinha uma boa omelete e ainda melhor companhia. Nem alguma vez achara que um iogurte pudesse ser tão simpático, mesmo quando o estive a segurar, qual estandarte que me enregelecia os dedos, enquanto nos embrenhávamos naquele pavilhão que ninguém diria ser o que é - Novo -, onde chove e o tecto se encurva, tornando-se bossa revertida de cortiça. Ou apressando o passo por entre os baldes de água que, aqui lamentavelmente, se espalham entre os livros. O sono chega depressa, quando se espera. Mesmo onde não é, ele, esperado. Ando mesmo ensonada. E depois parecemos vizinhas cuscovilheiras, mas das que o fazem por bem (há dessas? Se houver nós somos, se não houver somos à mesma). E beber sopa pela taça não deixa de ser engraçado, depois de mais uma estupidez da minha parte. Pares mínimos, sombras e sobras e não ir à casa-de-banho apesar da vontade, e o jogo do sério que acabava mal começava, sem ser com a Ana, que tem jeitinho, mas que com os outros havia empates e vitórias e derrotas de segundos.

Faltam cinco minutos para as duas.

Posted by Catarina. at 19:17:23 | Permalink | Comments (1) »