Sunday, March 30, 2008

Meu ódio.

Garras são facas são unhas minhas
São estrias sangrentas em ti
Gritos de guerra abraçando a morte

Vertentes escarpadas são teu leito
Cama de espinhos sem rosas
Maculando e ornando de sabor metálico
Teu raquítico destroço de corpo

Oh, infame! Oh, ousado indigno!
Visitarás fontes de lágrimas envenenadas
Obrigar-te-ei a bebê-las, trago a trago
Acompanhadas de teu flagelado fel

Morrerás!, consumido em chamas
Labaredas que te lambem a pele
E te arrancam - música! -
Maldições que me rogas
E apaziguam meu ódio.

Posted by Catarina. at 15:51:02 | Permalink | Comments (1) »